Sete e vinte e cinco da manhã no portão de Sesriem, e eu a encolher-me de frio.
Não era isto que eu estava à espera do deserto mais antigo do mundo. À minha frente havia uma fila de gente encostada aos carros, toda de gorro e casaco, à espera que o portão abrisse com o nascer do sol. Muitos tinham o motor ligado para manter o aquecimento. Mas horas depois já estava a despir camadas de roupa em cima de uma duna, com os pés enfiados na areia.
Essa amplitude térmica é a primeira coisa que tens de saber se estás a planear um roteiro pela Namíbia em julho.
Fiz este percurso como tour leader da Leva-me, mas escrevo-o aqui como se o tivesse feito de carro alugado, porque, na realidade, é como deves estar a pensar fazê-lo.
Quando ir e por que é o inverno a melhor aposta
Fui em julho, pleno inverno austral, e faria outra vez na mesma altura.
As manhãs são geladas e as noites também, mas todo o resto compensa. Chove pouco ou nada, as estradas de gravilha estão firmes e a época seca concentra os animais à volta dos charcos no Etosha, o que aumenta a probabilidade de os veres. Não fiz a profilaxia contra a malária, mas também não fui picada por um único mosquito em dez dias. Aqui o frio deve ter ajudado.
Mas de dezembro a abril é outra conversa. Vais ver tudo mais verde, mais bonito em certos sítios, mas o acesso a Sesriem já é mais propenso a inundações e sobe o número de mosquitos e, com ele, o risco de malária. Se estiveres a pensar ir nessa altura, marca uma consulta do viajante antes de partires e conta com um 4×4.
Leva roupa quente. Não me canso de repetir isto porque vi muitas pessoas a fazer o safari de manhã, com muito pouca roupa e ar de sofrimento. Um gorro e umas luvas não ocupam nada na mala e acredita que te vão salvar a experiência.
Namíbia: O roteiro, dia a dia
São cerca de 2.200 quilómetros no total. As distâncias são longas e cansativas, muito mais do que os números fazem supor quando estás a planear isto em casa, com o Google Maps aberto. Conta com paragens de duas em duas horas para esticar as pernas, mesmo quando não há nada de especial para ver. Faz isso. Vais agradecer-te ao terceiro dia.
Dia 1 | Chegada a Windhoek
O voo de Lisboa chega quase sempre de manhã, via Frankfurt ou Munique. Do aeroporto Hosea Kutako até à cidade são 40 km e uns 45 minutos.
Antes de saíres da gare do aeroporto, trata do cartão SIM. Mas já lá vamos.
Este é o dia para chegares, ambientares-te e dormires. Não vale a pena tentar espremer aqui um programa. Fiquei no Windhoek Country Club Resort, que é confortável, mas pouco interessante. Passei a tarde na piscina.
Dia 2 | Windhoek a Sesriem, 380 km
Prepara-te para sair cedo, porque tens seis horas de estrada com paragens pela frente e a última parte é de gravilha.
Passas por Rehoboth cerca de hora e meia depois de sair, e é aí que está a última caixa multibanco antes de Sesriem. Se não levantaste dinheiro em Windhoek, fá-lo aqui. Muitos sítios aceitam cartão, mas as taxas de parque, o shuttle e as coisas pequenas resolvem-se melhor se tiveres dólares namibianos.
A descida das terras altas para o Namibe faz-se sem grande aviso. A vegetação vai rareando, o horizonte abre-se e, a certa altura, percebes que já não há nada à tua volta.
Foi nesta estrada que fiquei a conhecer a vida do nosso motorista, o Chris. Não conduz turistas em exclusivo porque não dá para viver apenas disso: é polícia e, quando não há serviço nem grupos para levar a conhecer o seu país, vai pintar casas. Contou-me isto sem dramas, como quem enumera as coisas que tem de fazer numa semana normal, e eu fiquei o resto da viagem a pensar nisso sempre que olhava para um país que, à primeira vista, parece só paisagem.
Cheguei ao Desert Homestead Lodge às três e meia da tarde, com tempo para descansar e não fazer nada até ao jantar.
À noite, olhei pela primeira vez para cima e vi o céu mais estrelado que alguma vez vi. Fotografei a Via Láctea com o telemóvel e, mesmo com as luzes do lodge ainda acesas ao meu lado, vi um mundo mágico por cima da minha cabeça. Este seria o meu ritual todas as noites que passei na Namíbia.

Dia 3 | Sossusvlei, Deadvlei e o Big Daddy
Este é um dia grande e começa logo ao nascer do sol.
O portão de Sesriem abre com o sol e fecha quando este se põe. Em julho isso significa por volta das 7h20, e não vale a pena tentar entrar antes, a não ser que estejas alojado dentro do parque. Nós estávamos à porta às 7h10.
A tentação, quando entramos, é acelerar até ao Deadvlei. Não faças isso. Os primeiros quilómetros depois do portão, com o sol ainda baixo a bater nas dunas de lado e a separar cada crista em duas metades, uma cor de tijolo e a outra quase preta, são metade da razão para termos acordado àquela hora. Parámos várias vezes pelo caminho e, às 8h20, estávamos junto à Duna 45, com o céu daquele azul que só existe onde não há uma gota de humidade no ar.

Os últimos 5 km até Sossusvlei são de areia solta e só se fazem em 4×4. Há um shuttle que faz esse troço a partir do parque de estacionamento, custa 200 dólares namibianos por adulto e resolve o problema a quem vai num carro normal. Foi o que fizemos.
Uma vez chegados, podes ir direto para o Deadvlei ou subir o Big Daddy, uma das maiores dunas de Sossusvlei. Foi o que fiz. A subida é dura e não é para quem tenha pouca mobilidade e o melhor conselho que te posso dar é ires ao teu próprio ritmo, pela orla da duna, onde a areia já está pisada por quem passou antes. O tempo de subida depende da forma física de cada um, portanto, não te prendas a números.
Estava expectante quanto à descida, porque a encosta é alta e muito inclinada. Afinal, foi a parte fácil. A meio (sim, não subi até ao topo porque isso levaria algumas horas), aproveitei um trilho já aberto e é só ir enterrando os pés na areia, quase a correr, até chegar lá abaixo às árvores mortas. Claro que, assim que cheguei à base, o primeiro passo foi despejar os “quilos” de areia que tinha nos sapatos.
Sobre as incríveis árvores mortas, não se toca nelas. O peso de uma pessoa danifica-as e há coimas severas para quem o faz. Há registos de visitantes que se sentaram nelas ou até se penduraram, partindo ramos, só para tirar uma fotografia. Uma vergonha.



Quando chegámos ao Deadvlei, o sol ainda não estava a pique e essa é mais uma vantagem de ir no inverno. No verão, à mesma hora, já poderia ser um problema.
A seguir a Deadvlei, fomos ao desfiladeiro de Sesriem, escavado pelo rio Tsauchab em depósitos com quinze milhões de anos. Chega aos 30 m de profundidade nalguns pontos e faz-se a pé, sobre pedra irregular, o que pode ser difícil para quem tem mobilidade reduzida. Depois do deserto aberto da manhã, entrar naquela fenda estreita muda-te completamente a escala da paisagem.
Dia 4 | Sesriem a Swakopmund, 350 km
Este é um dia que pode levar sete horas de estrada, mas com paragens extraordinárias.
A primeira é Solitaire, cerca de hora e meia depois de sair. São umas quantas casas, uma padaria e uma oficina no meio do nada, mas em vez de rebocarem os carros que iam avariando, alguém decidiu deixá-los a enferrujar ali no areal, ano após ano, até o sítio se tornar aquilo que é hoje e aparecer nos roteiros por causa disso.
Há uma bomba de gasolina (um dos principais pontos de abastecimento ao longo do caminho) com cactos plantados à frente. Não faz sentido nenhum. Isso e a tarte de maçã, considerada a melhor da Namíbia. Merece toda a fama.




Uma hora depois de Solitaire, a estrada atravessa o Trópico de Capricórnio, assinalado por uma placa no meio do nada. São três postes de metal, um monte de pedras claras encostado à base e mais nada até onde a vista alcança. Mas está coberta de autocolantes de cima a baixo. Camada sobre camada de viajantes que por ali passaram e quiseram deixar prova.

Depois vem o desfiladeiro do rio Kuiseb, que é o que impede as dunas de continuarem a avançar para norte. De um lado da estrada, areia. Do outro, cascalho. A linha entre as duas coisas é visível a olho nu.
Atravessámos Walvis Bay a meio da tarde, com centenas de flamingos na laguna, e chegámos a Swakopmund por volta das seis. Fiquei no Strand Hotel, em cima da praia.
Dia 5 | Swakopmund e Sandwich Harbour
De manhã, dei uma volta pela cidade, fundada em 1892 e que continua a parecer alemã de uma maneira quase absurda. Padarias, livrarias, nomes de rua em alemão, arquitetura colonial… tudo encostado ao Atlântico frio.



Ao lado do hotel havia um mercado de artesanato e foi lá que a experiência se estragou um bocadinho. Como não havia muitos turistas, os vendedores caíram-me em cima. Não dava para parar a olhar para uma peça descansada sem ficar imediatamente cercada por cinco ou seis pessoas MUITO insistentes. Tive que ter muita paciência e até falar mais alto do que eles, o que não é nada meu.
Foi também ali que vi as mulheres dos povos Himba e Herero. Vendiam pulseiras de missangas, vestidas à maneira tradicional: as Himba, com o cabelo coberto com pasta de ocre vermelho, e as Herero, com os seus chapéus típicos.
Estava frio e, por isso, estavam quase todas tapadas, mas assim que alguém pedia uma fotografia — e só a permitiam a quem comprasse alguma coisa primeiro —, as Himba despiam-se prontamente, expondo os seus seios, punham-se a pousar e voltavam a tapar-se mal a máquina baixava. Acredito que haja Himbas e Herero a fazer a sua vida noutro sítio qualquer do país. Aquelas estavam ali para o turismo e não fingiam o contrário.


A tarde foi dedicada a fazer um tour por Sandwich Harbour e esta é uma atividade que eu não cortaria deste roteiro por nada. Vai-se de 4×4 com um operador local. Não há outra forma, e custa a partir de 3.095 dólares namibianos por pessoa numa saída de meio-dia.
Este é o lugar onde as dunas mais antigas do mundo se encontram com o mar. É difícil de explicar a quem não viu: a duna não abranda nem se desfaz numa praia como as dunas todas que já viste na vida, vai simplesmente descendo até à água, entra nela e acaba.
Seguindo a orla da água, parámos para fotografar a areia de perto, que ali é cor-de-rosa e branca. Ao fazer zoom, vemos como os grãos de granada e de quartzo, mais pequenos do que cabeças de alfinete, transformam-se quase em pedras preciosas. Foi como termos descoberto um tesouro e ficámos ali agachados vários minutos.
Depois foi tempo de seguirmos pelas dunas acima, verticais, imensas e imersivas, e deixarmos a adrenalina tomar conta de nós.




Dia 6 | Swakopmund a Spitzkoppe e ao Erongo, 200 km
O Spitzkoppe é um maciço de granito que se levanta 1.728 m acima da planície, sozinho, sem nada à volta que o justifique. Chamam-lhe o Cervino da Namíbia, e percebe-se o porquê à distância.
Vou ser honesta: não foi a minha paragem preferida da viagem. As formações rochosas são impressionantes e compreendo perfeitamente que seja um sítio extraordinário para quem faz escalada, mas, para mim, ficou um bocado aquém do resto. Talvez seja porque estive lá pouco tempo. Quem sabe. Fica a dúvida.
E por que não ficar lá a dormir?… O campismo comunitário do Spitzkoppe cobra 300 dólares namibianos por pessoa e por noite, e quem lá dormiu debaixo do arco de pedra diz sempre que foi essa a melhor parte da visita. Eu não dormi lá. Preferi seguir para o Ai Aiba Rock Painting Lodge, que fica no Erongo, a uns 50 km dali, e, ao fim da tarde, fiz uma caminhada guiada pelos arredores do lodge.


Dia 7 | Spitzkoppe ao Etosha, 300 km
Passa-se por Outjo, que é onde deves abastecer e comprar o que faltar, e entra-se no parque pelo portão de Andersson, a sul.
Aqui aconteceu uma coisa que não estava planeada e acabou por ser o melhor do dia: em vez de irmos direitos ao alojamento, atravessámos o parque de oeste para este, entrando pelas duas da tarde, perto de Okaukuejo, e chegando a Namutoni só às 17h30, com o sol já a cair.
Três horas e meia de estrada dentro do Etosha. O pan branco abre-se à esquerda até ao horizonte, plano e vazio de uma maneira que quase faz doer os olhos, e, ao fim de algum tempo, deixas de conseguir dizer onde é que o chão acaba e o céu começa, porque o calor levanta uma linha trémula entre os dois e apaga-a.
Por esta altura, vais estar, como eu estive, completamente encantado com o caminho pelo Etosha e já com os animais a aparecerem, mas atenção aos horários. Também aqui, os portões funcionam com o nascer e o pôr do sol, e a tolerância é zero se não respeitares este horário.
Se ficares alojado no interior do parque, tens de estar no teu lodge antes de fechar, e se ficares fora, tens de sair até essa hora. Eles levam isto mesmo muito a sério.
No meu caso, dormi no Mokuti Lodge, que fica mesmo à saída do portão de Von Lindequist.
Dia 8 | Um dia inteiro no Etosha
Saímos às 7h20 da manhã e voltámos às seis da tarde, com uma paragem a meio para fazer um piquenique e mais nada, porque a partir do momento em que estás lá dentro, cada hora que passas fora do carro é uma hora em que não estás a ver nada. Foi o dia com mais fotografias de toda a viagem. Foi também o dia em que passei mais frio.
O safari da manhã, em viatura aberta, é gelado. Não é um frio de casaco leve, é um frio de gorro e luvas, com o vento a bater-te na cara a 50 km/h enquanto o sol ainda vai a meio de nascer e ninguém no carro se atreve a dizer nada porque abrir a boca deixa entrar mais frio.
Depois aquece e, ao meio-dia, já estás de manga curta. Por isso, leva camadas para ires despindo ao longo da manhã.
Pouco depois de entrarmos no parque já tínhamos um elefante parado à nossa frente, sozinho, com o sol ainda cor de laranja e a nossa própria sombra estendida no chão à sua frente. Seguiram-se vários charcos, com gnus e springboks, a beberem sem se importarem connosco. Tive a sorte da vida: vi um leopardo, um dos felinos mais difíceis de ver em África. Muita gente faz dez safáris sem nunca apanhar. E, depois de muito procurarmos, ainda vi uma leoa!
Se fores em self-drive, sabe que as estradas do parque são de gravilha batida e fazem-se bem num carro normal. Confirma só o acesso ao teu alojamento se ficares fora do parque.




Dias 9 e 10 | Regresso a Windhoek
Do Etosha até Windhoek são cerca de 480 km, o que dá um dia inteiro de estrada. Se preferires partir a viagem, Otjiwarongo fica a meio caminho e tem alojamentos com reservas próprias onde se pode fazer um safari de fim de tarde. Foi o que fizemos no Otjiwa Lodge.
Se fores direto, sai cedo e conta com várias paragens.
O carro: e o 4×4 que não precisas
Precisas mesmo de 4×4 na Namíbia?… Toda a gente vai dizer-te que sim. Mas, para mim, não precisas de 4×4 para fazer este roteiro.
Windhoek, Sesriem, Swakopmund, Spitzkoppe e as estradas interiores do Etosha fazem-se todas num carro normal, desde que este tenha uma boa altura em relação ao chão. O único troço que exige tração às quatro rodas são os últimos 5 km até Sossusvlei, e para esses há o shuttle, obrigatório, a 200 dólares namibianos.
Muita gente aluga um 4×4 equipado, com tenda de tejadilho e tudo, a três ou quatro vezes o preço de um carro normal, porque leu algures que era obrigatório e ninguém se deu ao trabalho de lhe dizer que a obrigatoriedade depende inteiramente da rota que vai fazer e da altura do ano em que vai. Nesta rota, e em julho, do que vi, não me parece obrigatório.
Claro que há exceções, e a época das chuvas, de dezembro a abril, é uma delas, em especial no acesso a Sesriem, que pode inundar. Aí, já não está cá quem falou.
O que precisas mesmo: altura ao solo suficiente por causa da gravilha, pneu sobressalente em condições, e o hábito de abastecer sempre que passares por uma bomba, mesmo se tiveres meio depósito. É que as distâncias entre povoações são grandes e não há postos de abastecimento a cada esquina.
Visto, seguro e saúde
Desde abril de 2025 que os portugueses precisam de visto para entrar na Namíbia. Pode ser tratado à chegada, no aeroporto, ou antecipadamente por e-visa. Custa 1.600 dólares namibianos, à volta de 82 euros.
Precisas de passaporte válido por mais seis meses e com três páginas em branco, formulário preenchido, comprovativo de alojamento e itinerário, e comprovativo de seguro de viagem. Este último ponto é o que costuma apanhar as pessoas de surpresa, porque não é opcional: sem seguro não entras. Eu viajo sempre com o seguro Heymondo (tens 5% de desconto se usares este link) e, neste caso, deixou de ser uma questão de prudência para se tornar num requisito de entrada.
Sobre a malária: o risco no Etosha é baixo entre maio e outubro, por isso, não tomei profilaxia e correu bem. De novembro a abril, a conversa é outra e os antimaláricos passam a ser recomendados. Seja qual for a altura, não deixes de marcar uma consulta do viajante antes de ires, porque cada caso é um caso. Vale mais uma consulta a dizer-te que não precisas de nada do que ires na dúvida.
Números oficiais, agosto de 2026, com 1 NAD = 0,051€. Os preços dos voos, do aluguer do carro e do alojamento variam demasiado para poder dar um valor preciso.
As três coisas que faltam nesta tabela são precisamente as que variam mais: o que se paga para lá chegar, o que se paga pelo carro e onde se opta por dormir. Uma viagem de ida e volta entre Portugal e Windhoek pode variar de algumas centenas a bem mais de dois mil, dependendo do itinerário e da antecedência com que se fizer a reserva. Compara no Skyscanner e faz o mesmo no DiscoverCars e no Booking para as datas concretas em que vais viajar.
Internet: esquece o eSIM
Aqui vai um conselho que vai contra o que costumo dizer: na Namíbia o eSIM não é solução.
Nenhum dos serviços com que trabalho tem o país na lista, por isso, não vou recomendar uma coisa se não te vai servir. O que podes fazer é comprar um cartão SIM local logo no aeroporto.
Procura o balcão da MTC, que é a principal operadora do país. Há um há chegada, junto às passadeiras das bagagens, e outro, já do lado de fora, antes de saíres da gare. Escolhe o segundo que tem menos fila. O processo é fácil e ficas com cobertura para a viagem toda. Só não estranhes porque vais passar por zonas que não têm qualquer rede. Mas quem precisa de internet quando tens aquelas paisagens.
Melhor época: de abril a setembro, com o pico em setembro e outubro, quando as ondulações de sudoeste chegam com força.
Nível: muito avançado. Não é destino para surfistas com pouca experiência ou muito menos a aprender.
Spots principais: Skeleton Bay, junto a Walvis Bay, é o nome que interessa. É uma das esquerdas mais longas do mundo! Uma onda de fundo de areia que quebra ao longo de quilómetros e que só funciona com uma combinação muito específica de ondulação e vento.
Notas pessoais: esta foi uma viagem de trabalho, por isso, não surfei. Mas posso dizer-te que a água ali é da corrente de Benguela, anda pelos 14 graus, e precisas de fato completo mesmo no verão. Skeleton Bay é um sítio remoto, sem apoio, e quem vai leva tudo consigo. Se o teu objetivo for surfar a Namíbia, essa é uma viagem diferente desta e merece um planeamento próprio.

Dados confirmados em julho de 2026.
Voltei da Namíbia com 690 fotografias (sem contar os vídeos) e uma coisa por resolver.
Fiz um safari na África do Sul antes deste. Somando os dois, vi a leoa, vi o leopardo, vi elefantes a poucos metros de distância e vi um rinoceronte… falta-me o leão. O macho, com a imponente juba, aquele que aparece em todas as fotografias que qualquer pessoa já viu de África e que eu, depois de dois safaris em dois países, continuo sem ter visto ao vivo.
Qualquer desculpa é boa para voltar à Namíbia. Esta será a minha.
E tu: gostavas de conhecer a Namíbia? Já lá estiveste? O que te atrai mais neste país? Partilha na caixa de comentários.

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