Em julho, na Namíbia, escrevi nove postais, um para cada pessoa do grupo. Cada um com um animal do Etosha.
Ninguém me pediu para o fazer e, por isso, não estavam à espera. Foi um momento de partilha que acredito ficará na memória de todos.
É mais ou menos o que acontece quando passo meses a preparar uma viagem e depois dez dias com as pessoas que a vão fazer. Surgem ideias, partilhas, brincadeiras e muitos risos. Às vezes até uma ou outra lágrima de emoção.
O calendário das minhas viagens de grupo para 2027 já está fechado, e é por isso que ainda faço isto: por estes momentos que não estão nos itinerários.
Em 2027, são cinco destinos e sete datas. Três serão a minha primeira vez.
Isto costuma levantar as sobrancelhas das pessoas quando lhes digo. Como é que levas um grupo a um sítio pela primeira vez?… Levo porque não vou como guia: sou líder de viagem e trabalho com guias locais em cada destino. O meu trabalho é a preparação, a logística, o acompanhamento e a felicidade do grupo.
Islândia • 2 a 9 de abril

Oito dias e nenhum deles em piloto automático.
Começamos e acabamos em Reiquiavique, com um minibus a fazer a volta pelo sul: as cascatas da costa, a praia de areia preta e, depois, a lagoa glaciar de Jökulsárlón, com os blocos de gelo a darem à costa na Diamond Beach. Há um dia de trekking no Vatnajökull, com equipamento incluído. Há o Geysir, o Gullfoss e o Þingvellir, onde as placas tectónicas se afastam e onde quem quiser pode mergulhar na fissura de Silfra. A viagem termina na Lagoa Azul, o que é uma forma incrível de acabar.
Dormimos sete noites em hotéis de 3 e 4 estrelas. Alguns mais remotos do que outros, todos lindos.
O que me puxa para aqui é a Friðheimar, uma estufa onde cultivam tomate com energia geotérmica no meio de um país gelado e onde depois te servem sopa de tomate à mesa, entre as plantas. É a Diamond Beach, com blocos de gelo que parecem pedras preciosas. Bem, na realidade, é tudo porque as paisagens da Islândia são de tirar o fôlego.
Abril na Islândia significa dias já longos e nada de multidões. Também significa frio a sério, mas faz parte da aventura.
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Peru • 1 a 12 de maio

Doze dias, de Lima a Lima, com uma paragem que toda a gente conhece (e anseia): Machu Picchu!
Depois de Lima, subimos a Cusco e ao Vale Sagrado e chegamos a Machu Picchu de comboio Vistadome, com janelas no tejadilho e uma paisagem mágica. Há ainda a Montanha Colorida como opção. É um dia (muito) duro a 5.000 metros e não é para todos.
E depois… a Amazónia. Três dias num lodge no meio da selva, que é a parte do programa de que ninguém espera e que nem todos os viajantes têm oportunidade de fazer quando vão ao Peru.
Os hotéis são de 4 e 5 estrelas e ainda temos um lodge, onde o maior “problema” vai ser dormir com a natureza a chamar-nos lá fora.
As duas saídas de 2026 esgotaram. Não digo isto para meter pressão, mas foi o que aconteceu, por isso, se estás com vontade de ir, não deixes para a última.
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Marrocos • 20-28 março, 19-27 junho, 11-19 setembro

Este é o único que já conheço de cor. Aliás, o último de setembro será a minha 14.ª vez a viajar para Marrocos.
São nove dias, sempre em 4×4: Marraquexe, Aït Benhaddou, Ouarzazate, o Vale do Draa até Merzouga, dois dias no magnífico Saara, e o regresso pelas Gargantas do Todra, pelo Vale do Dades e por Skoura. Dormimos em riads, em auberges e uma noite numa tenda no deserto.
Durante a viagem, os viajantes estão sempre a ansiar por ficar no mesmo sítio algum tempo, desfazer a mala, mas quando têm o dia livre no Erg Chebbi, estão mortinhos por voltar à estrada. Mas garanto-vos que o tempo no Saara nunca é demais. Não há nascer e pôr do sol mais bonito do que aquele visto no meio daquelas dunas.
Marrocos é grande e este roteiro segue pela antiga rota das caravanas, pelo sul, e volta pela rota dos kasbahs, a norte, tendo como ponto de partida e chegada a cidade vermelha: Marraquexe.
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Egito • 9 a 19 de outubro

Há onze dias e a primeira coisa que quase toda a gente me pergunta é se é seguro. Já respondi a isso num artigo inteiro, com o que vi e o que não vi. Mas sem dúvida, a melhor forma de conhecer o Egito com segurança é numa viagem de grupo.
O programa começa no Cairo, passando pelas pirâmides de Gizé, a Cidadela, o Khan el-Khalili e o Grande Museu Egípcio, o maior museu do mundo dedicado a uma só civilização e que vale, por si só, o dia. Depois, seguimos para Assuão, com um passeio de barco no Nilo até às aldeias núbias e, para quem quiser, uma visita a Abu Simbel.
O tour inclui ainda Luxor, com o Vale dos Reis, o templo de Hatchepsut e Karnak, e termina em Hurghada, no Mar Vermelho, porque depois de, sete dias de templos, ninguém se queixa de estar de papo para o ar durante dois dias de praia.
Os hotéis são de 5 estrelas e são o porto de descanso entre as visitas, ideais para assimilar tudo o que vamos ver.
Outubro é o mês em que o calor do Egito já cedeu o suficiente para se conseguir ficar de pé ao meio-dia em Karnak, por isso, é a altura perfeita para me acompanhares nesta aventura cheia de história.
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Laos e Camboja • 28 de novembro a 10 de dezembro

O último tour do ano é a única coisa que me faz ansiar por dezembro.
Começamos em Vientiane, passamos por Vang Vieng e apanhamos o comboio para Luang Prabang, uma parte do Laos muito falada e onde estão as cascatas de Kuang Si e as grutas de Pak Ou, cheias de milhares de budas deixados lá por peregrinos ao longo de séculos. Depois atravessamos para o Camboja: Siem Reap, o lendário Angkor Wat e as aldeias flutuantes do lago Tonlé Sap. Acabamos da melhor forma: a mergulhar nas águas da ilha de Koh Rong.
Treze dias, doze noites em hotéis de 4 e 5 estrelas, experienciando dois países de uma só vez.
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Por que ir num grupo, se podias ir sozinha?
Desde que sou líder de viagens e falo com vários viajantes que me acompanharam, tenho percebido que um dos maiores receios de quem me acompanha — principalmente de quem viaja sozinho — é: e se eu não me der com as outras pessoas?…
Percebo. A dúvida é completamente legítima. “Será que vou estar a contar os dias em que vou ter de aturar desconhecidos ao pequeno-almoço?”; “Se correr mal, vou conseguir fechar-me no quarto a ler?”; “E se não suportar a pessoa com quem vou dividir o quarto?”
O que aprendi em três anos a fazer isto é que a maioria dos viajantes que embarcam nestas aventuras vem de espírito aberto, com vontade de conhecer novas pessoas e de partilhar os momentos que vivemos. Há um espírito de entreajuda incrível e mais coisas em comum do que alguma vez imaginaram. Ao segundo dia, há sempre alguém que constata, incrédulo, como é que, apenas há dois dias, se conhecem e parece que já são amigos de longa data.
Quanto ao ritmo: há dias cheios e cansativos e há dias livres e mais pachorrentos. Nos momentos em que estamos juntos, ando a contar cabeças, mas, nos tempos livres, deixo-te completamente à vontade para fazeres o que queres. A minha função é que a logística não seja um problema teu e que tenhas contexto sobre o que estás a ver. Não é fazer-te companhia à força.
Notas de Viagem
Voos · não estão incluídos em nenhuma das cinco. Reservas por tua conta, quando quiseres, e as escalas que quiseres.
Seguro · obrigatório em todas. Não é uma recomendação minha, é condição de inscrição. Uso e recomendo o seguro da Heymondo (5% de desconto), mas também podes fazê-lo através da Leva-me. Tem em atenção a parte da assistência médica no estrangeiro.
Internet · eSIM resolve os cinco destinos e evita filas nos aeroportos. As minhas sugestões vão para o GetESIM (10% de desconto com o código MARLENEMARQUES) em termos de valor, e para a Holafly (5% de desconto) se queres ter net ilimitada.
Quarto · se estiveres a viajar sozinho, partilharás com outro viajante do mesmo sexo. Se viajas em casal ou com um amigo, vão ficar num quarto juntos.
Sinal e pagamento · variam de acordo com a viagem, mas a regra habitual é de 30% na reserva e o restante cerca de 70 dias antes da partida.
Quando decidir · os tours de Marrocos e do Peru são os que esgotam primeiro. Em 2026, os dois tours do Peru esgotaram logo, e quem não conseguiu teve de ficar na lista de espera.
Última nota · estas viagens são para pessoas que gostam de se divertir e de fazer amigos. Por isso, vai com o espírito aberto. Nem todas as pessoas são iguais a nós e está tudo certo.
Dados confirmados em agosto de 2026.
Ainda queres ir comigo este ano?
O calendário de 2026 ainda tem dois destinos que ficam de fora da minha agenda em 2027: o Sri Lanka e as Maldivas!
São dois países de sonho, para fazer numa única viagem, que tenho todo o gosto em te mostrar.
As ferramentas que uso nas minhas viagens, com as condições que consegui para quem me lê. Se reservares por aqui, o blogue paga-se — e a ti não custa mais nada.
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