Last Updated on 10/05/2026 by Marlene Marques
Sempre fui apologista que se queremos conhecer bem um país temos que nos envolver com os locais, ir aos sítios que eles costumam frequentar, falar com eles, mesmo que a língua por vezes não ajude. Foi com esse pensamento que tracei rumo até um mercado em Java.
Não sei se foi pura sorte ou se era da altura do ano, mas quando entrei naquela praça de Pacitan, em East Java, não se via um único estrangeiro.
O dia começa muito cedo para o povo indonésio. Não é de estranhar que às 5 da manhã, as ruas já estejam cheias de movimento. Por isso, ao chegarmos àquele mercado em Java, por volta das 10:00, o sentimento era quase de final de festa.

Algumas bancas já estavam a encerrar. Talvez o negócio tivesse sido bom e pudessem ir para casa com o sentimento de dever cumprido. Ou talvez estivesse na hora de dar as vendas como concluídas e tentar a sorte noutro lugar.
Mas quem ficou no seu posto, persistente, lançou logo sorrisos rasgados aos turistas que acabavam de entrar.
Muitos sorrisos neste mercado em Java
Naquela praça não consegui achar uma alma que falasse inglês e não foi por isso que não deixavam de mostrar o produto e atrair os possíveis compradores com todas aquelas cores e cheiros.



Aqui pus a teste a minha nova Fuji. Fazia-lhes sinal da minha intenção de tirar uma fotografia. Umas mais extrovertidas, outras mais tímidas, lá iam dizendo que sim. Mas o momento-chave era quando virava a máquina e lhes mostrava o preview da imagem que tinha captado. Os risos e os comentários entre si eram instantâneos.




Foi uma senhora que estava no chão que mais me marcou na visita a este mercado em Java. Não tinha loja, nem banca. Estava sentada à porta da peixaria. Não estava a pedir nada. Estava a vender umas verduras que provavelmente tinha colhido do seu humilde quintal. Pedi para tirar uma fotografia e, inicialmente, não quis. Talvez por vergonha. Mas depois aceitou. Quando lhe mostrei a imagem, riu muito, tapando a boca para que não lhe visse os poucos dentes que tinha.

Deste mercado trouxe alguns souvenirs. Gostaria de ter retribuído a todos a gentileza de me terem deixado os fotografar, porém, a bagagem não deixa espaço a grandes devaneios. Mas o que trouxe em barda foi um coração cheio e um sentimento de apreço ainda maior por aquele povo que não me deixa de surpreender.
E vocês? Costumam visitar mercados locais? Qual foi o mais interessante que já visitaram? Contem a vossa experiência na caixa de mensagens em baixo. Vou adorar lê-las!!
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