
Porque é que um e-reader mudou a forma como viajo com livros (e porque escolhi o Kobo)
Gosto de ler. Gosto mesmo. E gosto de levar livros comigo quando viajo, seja para uma escapadinha de fim de semana ou para uma viagem mais longa.
O problema é que, durante anos, isso significou andar com livros pesados, volumosos e pouco práticos na mala. O último exemplo foi um livro do Dan Brown, daqueles que parecem um tijolo, pesado, enorme e nada amigo de quem viaja com bagagem limitada.
Foi aí que comecei a pensar seriamente num e-reader.
Toda a gente me dizia o mesmo, que era mais leve, mais prático, melhor para viajar. Eu resisti durante algum tempo, confesso. Gosto do papel, do cheiro dos livros, de sublinhar páginas. Toda a minha vida (e carreira) foi feita no e com o papel. Mas a verdade é que, em viagem, a logística começou a pesar mais. Literalmente.
Ler em viagem sem carregar meio quilo às costas
Uma das maiores vantagens de um e-reader para quem viaja é óbvia assim que o pegas pela primeira vez: o peso. Ou melhor, a ausência dele.
Um e-reader não ocupa espaço, não pesa praticamente nada e permite levar dezenas, ou até centenas, de livros num único dispositivo. Para quem, como eu, gosta de ler mais do que um livro ao mesmo tempo, e é levada pelo momento (o que é que me apetece ler hoje? Neste lugar?), isto muda tudo.
Além disso, um e-reader é perfeito para voos longos, viagens de comboio, tempos mortos em aeroportos e fins de tarde mais calmos no alojamento
Sem teres de decidir à partida que livro levar e sem o arrependimento clássico de “devia ter trazido o outro”.
Kindle ou Kobo, como decidi
Antes de comprar, fiz o que sempre faço: pesquisei. Muitas reviews, comparações, opiniões contraditórias e fóruns.
A comparação era clara, Kindle vs Kobo. São os dois nomes que aparecem sempre quando se fala de e-readers. O Kindle é mais conhecido, mais massificado, mais associado à Amazon. O Kobo, por outro lado, aparecia recorrentemente ligado a uma experiência de leitura mais aberta e mais próxima do leitor.
No final, quatro aspectos pesaram na minha decisão:
- não ficar presa a um ecossistema fechado (Amazon);
- poder comprar ebooks em diferentes lojas;
- compatibilidade com formatos mais comuns;
- e uma experiência de leitura que se aproximasse mais do papel.
Porque escolhi o Kobo Libra Color

IAcabei por optar pelo Kobo e, mais especificamente, pelo Kobo Libra Colour e, depois de o usar, fez todo o sentido para mim.
Primeiro, o formato. É ergonómico, confortável de segurar, mesmo durante leituras longas, e os botões físicos para mudar de página fazem mais diferença do que eu imaginava, sobretudo quando estás a ler de lado, num avião ou na cama.
Depois, o ecrã a cores. Este não é um tablet, nem tenta ser. As cores são suaves, pensadas para leitura, não para consumo de vídeo.
Esta caraterística faz a diferença no que toca à apresentação das capas dos livros, quando estou a sublinhar, se estiver a ler livros com gráficos ou ilustrações ou se quiser fazer anotações mais visuais.
Outro ponto importante é a bateria. Carreguei-o totalmente antes de uma viagem e, honestamente, deixei o carregador em casa sem stress. A bateria dura semanas, não dias, e isso em viagem é ouro.
A única coisa que estou a ter mais dificuldade em me adaptar é ao efeito “fantasma”, quando mudo de página, ou mexo na regulação (por ex., tamanho de letra). Habituada à velocidade e definição do smartphone e tablet, parece-me um bocadinho um passo atrás… mas depois lembro-me outra vez que o objetivo aqui é ler livros. Ponto.
Um e-reader faz sentido para quem viaja muito?
Na minha opinião, faz, e muito.
Se és daquelas pessoas que:
- gosta de ler em viagem;
- viaja com mochila ou bagagem reduzida;
- lê mais do que um livro ao mesmo tempo;
- quer reduzir peso e volume;
- ou não quer depender constantemente de carregadores,
então, um e-reader é uma das melhores decisões que podes tomar.
Não substitui completamente os livros físicos, nem precisa. Continua a haver espaço para ambos. Mas em viagem, tornou-se, para mim, um essencial silencioso, daqueles que não ocupa espaço, não chama a atenção e melhora imenso a experiência.
Para mim, já ganhou um lugar fixo na mala de viagem.
