Onde ver o eclipse solar de 12 de agosto de 2026

Eclipse solar: onde ver e como ainda lá chegar

Há uma coisa que o mar me ensinou: a luz avisa primeiro. Muda meia hora antes do vento, muito antes da água mudar de cor. A 12 de agosto, ao fim da tarde, vai acontecer a versão extrema disso, e desta vez não é o tempo que muda. É a Lua a passar à frente do Sol.

Escrevo quase sempre sobre sítios que podes visitar no futuro , mas este artigo vem com alguma urgência. Faltam poucos dias para o eclipse, o alojamento nas melhores zonas já está esgotado ou com preços de outro planeta, e se falhares este, a próxima vez que um eclipse solar total for visível de território português é em 2144.

Não me parece que estejamos cá.

O que vai acontecer a 12 de agosto de 2026

É uma quarta-feira. A sombra da Lua começa no Ártico, desce pela Gronelândia e pela Islândia, atravessa o Atlântico Norte e entra na Península Ibérica ao fim da tarde, a caminho do Mediterrâneo e das Baleares.

Em Portugal continental, o eclipse começa por volta das 18h33, atinge o máximo por volta das 19h30 e termina por volta das 20h23. Os horários variam alguns minutos consoante o ponto do país: no Alto Minho começa primeiro, no Algarve uns minutos depois.

A diferença entre o que se passa em Espanha e o que se passa em quase todo o território português é a diferença entre um eclipse total e um eclipse parcial profundo.

Num eclipse parcial, mesmo com 98% do Sol tapado, continua a haver luz suficiente para o cérebro não perceber que algo se passa. Num eclipse total, aquele 1% que falta desaparece de repente. O dia cai. A temperatura desce. Os pássaros calam-se. E a coroa solar, a atmosfera exterior do Sol, fica visível a olho nu, coisa que não acontece em mais nenhuma circunstância.

É por isso que há gente que atravessa continentes por uma experiência de dois minutos.

Quando foi a última vez, e quando será a próxima

Em Portugal, o último eclipse solar total foi a 17 de abril de 1912. Há 114 anos.

Na Europa continental, o último foi em 1999, aquele que muita gente da minha geração ainda se lembra.

Depois deste, no território português, será preciso esperar até 27 de julho de 2144.

Mas a Península Ibérica está a entrar numa sequência invulgar. A 2 de agosto de 2027 há outro eclipse total, desta vez a passar pelo sul de Espanha, por Gibraltar e pelo norte de África, com Portugal continental a ver apenas parcial. E a 26 de janeiro de 2028 um eclipse anular atravessa o Alentejo e o Algarve, com o Sol a formar um anel de fogo em cima do horizonte.

Por isso, se falhares agosto, tens sempre 2028 em casa. Não é a mesma coisa, mas é o teu melhor plano B.

Grupo de pessoas a observar o eclipse solar num miradouro
©Patrick Schneider / Unsplash

Onde o eclipse solar será total: os países que importam

Quando chega a Espanha, a faixa de totalidade tem cerca de 290 km de largura e passa por quatro locais que valem a pena visitar: a Gronelândia, a Islândia, a Espanha e uma pequena faixa de território português.

Espanha: se quiseres totalidade a sério

A faixa de totalidade entra pela Galiza e atravessa o país de oeste para leste até às Baleares.

O detalhe que mais gente ignora: em Espanha o eclipse acontece com o Sol muito baixo, entre 2 e 10 graus acima do horizonte em muitos pontos. Não basta estar dentro da faixa. Precisas de horizonte aberto para oeste e noroeste. Um miradouro virado a poente vale mais do que trinta segundos extra de totalidade.

O máximo em Espanha acontece entre as 20h27 e as 20h33 (hora local).

ZonaDuração aproximada
Oviedo1 min 49 s
Gijón1 min 45 s
Burgos1 min 44 s
Palma de Mallorca1 min 36 s
A Coruña1 min 16 s
Segovia57 s
Cuenca53 s
Bilbao31 s

A linha central, onde a totalidade dura mais, passa perto de Avilés, Oviedo, Aranda de Duero, Sória, Peñíscola e Palma de Maiorca.

Madrid e Barcelona ficam de fora da faixa. Vêem um parcial muito profundo, o que não é a mesma coisa.

Onde eu iria:

  • Astúrias. A totalidade mais longa da península e uma costa que funciona como miradouro natural. O risco principal são as nuvens, que aqui é real. É a minha primeira escolha.
  • Baleares. Maiorca interior e Ibiza. Em Palma o Sol está a cerca de 2 graus do horizonte, portanto o sítio exato é literalmente tudo.
  • Galiza. A Corunha e a zona de Ferrol, com boa duração e horizonte de mar.
  • Castela e Leão. No papel, o melhor equilíbrio entre duração, céu limpo e espaço. Confirma a situação da zona antes de reservar, porque em agosto o interior arde com frequência.
  • Aragão e interior de Valência. Céu limpo com frequência em agosto e menos concorrência do que o norte.

Portugal: o que vais mesmo ver daqui

Esta é a parte onde é preciso ser honesta, porque grande parte do que anda a circular dá a entender que Portugal vai ver um eclipse total. Não vai. Apenas uma faixa minúscula vai.

Onde é total

Em Portugal continental, a totalidade limita-se a um troço da estrada N308, no Parque Natural de Montesinho, entre Rio de Onor e Guadramil, no concelho de Bragança. A totalidade dura 25,6 segundos e começa às 19h30m17s.

A cidade de Bragança, que fica a poucos quilómetros, chega a cerca de 99,9% de ocultação e mesmo assim não é totalidade. Aquele último décimo faz toda a diferença.

Importante: o acesso à zona de observação é restrito e controlado. O ICNF autorizou um limite de 2500 pessoas, por se tratar de área protegida, e a inscrição fazia-se através do programa nacional da Ciência Viva, com pulseira identificadora e um plano de mobilidade com autocarros a partir do Aeródromo de Bragança. As inscrições já estão encerradas. Se não te inscreveste, não contes entrar.

O que o resto do país vai ver

LocalOcultação do Sol
Bragança (cidade)Cerca de 99.9%
Braga98,82%
Porto98.2%
Lisboa94.5%
Faro92.7%
Madeira77.5%
Açores76.9%

Quanto mais a norte, maior a percentagem. Para veres o teu concelho em concreto, vai ao  site oficial eclipse2026.pt onde encontras os valores e as horas exatas.

O que se sente a 98%, e o que não se sente

Vale a pena saberes isto antes do dia, para não haver desilusões.

O que vais notar: a luz fica estranha, metálica, como se alguém tivesse baixado o contraste do mundo. As sombras ficam mais nítidas e mais afiadas. Debaixo das árvores aparecem centenas de pequenos crescentes projetados no chão, que é das coisas mais bonitas do fenómeno e a que quase ninguém repara. A temperatura desce alguns graus. Os pássaros mudam de comportamento.

O que não vai acontecer: não vai ficar de noite. Não vais ver a coroa solar. Não vais ver estrelas. E não podes tirar os óculos de proteção em momento algum.

A 98%, o Sol que fica a descoberto ainda é milhares de vezes mais brilhante do que a Lua cheia. É contra intuitivo, mas é assim.

Melhores sítios para ver o eclipse
©Karin Kim / Unsplash

Os melhores sítios em Portugal para ver o eclipse solar

A regra é simples e é sempre a mesma: horizonte oeste completamente desimpedido, porque o Sol vai estar entre 8 e 11 graus acima do horizonte, quase a pôr-se. 

O que eu procuraria, por ordem de prioridade:

  1. Costa norte, entre Caminha e Espinho. É onde juntas as duas coisas: a percentagem mais alta do país fora de Trás-os-Montes e um horizonte atlântico sem nada pela frente. O Monte de Santa Luzia, em Viana do Castelo, dá-te altura e mar ao mesmo tempo.
  2. Costa de Lisboa e Sintra. Cabo da Roca, Guincho, Cabo Espichel. Muito bons de horizonte, mas conta com muita gente e verifica antecipadamente se há condicionamentos de acesso.
  3. Nordeste transmontano, fora da zona restrita. Aveleda, Varge, Vinhais, os planaltos à volta. Não tens a totalidade, mas tens 99% e paisagem a sério.
  4. Serras com miradouro virado a poente. Qualquer ponto alto com vista limpa para o mar ou para uma planície vale mais do que uma praia com um monte atrás.
  5. Açores e Madeira. Percentagem mais baixa, mas o Sol está mais alto no céu, o que facilita muito encontrar horizonte livre, e há bastante menos gente.

Um aviso: cuidado com o nevoeiro costeiro. Ao fim de uma tarde de agosto, a nortada e as nuvens baixas entram na costa ocidental com facilidade. Um ponto ligeiramente mais interior e mais alto pode salvar-te a observação.

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E se o tempo e o dinheiro não fossem problema

A faixa começa muito antes de chegar à Península Ibéria, e há dois sítios onde o eclipse é bastante melhor do que em Espanha.

Islândia. O ponto de maior duração de todo o eclipse, cerca de 2 minutos e 18 segundos, fica no mar a oeste de Látrabjarg. Em terra, o oeste da ilha está dentro da faixa: a baía de Breiðafjörður, a península de Snæfellsnes e os Fiordes Ocidentais. Reiquiavique tem cerca de um minuto, com o Sol a uns 25 graus acima do horizonte, muito mais alto do que na Ibéria. A vantagem é essa. A desvantagem é a nebulosidade, que em agosto é o maior risco da viagem.

Gronelândia. A faixa entra pelo nordeste e o Scoresby Sund chega a 2 minutos e 16 segundos. São zonas praticamente desabitadas, o que faz dos cruzeiros de expedição a via realista. É a opção mais cara e a mais difícil de improvisar. Nota prática: a Gronelândia está fora do roaming europeu, e aí um eSIM da Holafly resolve. O seguro de viagem deixa de ser opcional.

Mapa da faixa de totalidade do eclipse solar de 12 de agosto de 2026 na Península Ibérica

Ver o eclipse solar em Paredes de Coura, que é onde eu vou estar

O Vodafone Paredes de Coura de 2026 é de 12 a 15 de agosto, na Praia Fluvial do Taboão. O eclipse cai exatamente no dia de abertura, com o máximo por volta das 19h30, ou seja, mesmo no início da primeira noite.

Se vais estar lá como eu, isto interessa-te mais do que qualquer outra coisa que leias sobre o assunto.

A boa notícia: estás numa das zonas com maior ocultação do país. O Centro Ciência Viva de Braga calcula 98,82% para Braga, e Paredes de Coura fica bastante mais a norte, portanto conta com um valor ainda mais alto. No Alto Minho o eclipse também começa uns minutos antes do que no resto do continente.

A má notícia: o recinto do Paredes de Coura é um anfiteatro natural encaixado num vale, rodeado de encostas e de árvores altas. Com o Sol a 8 ou 10 graus, há uma probabilidade séria de teres a fase mais bonita tapada por uma encosta com pinheiros.

O meu plano, e a minha sugestão para ti:

  1. Não vejas o eclipse de dentro do recinto. Por muito boa que esteja a música às 19h30, aquilo repete-se todos os anos e isto não.
  2. Sobe, mas confirma o acesso no próprio dia. Os montes à volta de Paredes de Coura dão-te altitude e horizonte aberto a poucos minutos do recinto. Em agosto o interior do Minho está quase sempre em risco elevado de incêndio, e em dias críticos a circulação em zonas florestais pode estar condicionada. Se estiver, fica pela estrada, em zona aberta.
  3. Faz o reconhecimento na véspera ou nessa manhã, à mesma hora se for possível. Com o Sol tão baixo, um monte que parece inofensivo ao meio-dia tapa-te tudo às sete e meia.
  4. Não tentes ir até à costa. Moledo, Vila Praia de Âncora e Afife são tentadoras e estão a cerca de meia hora, mas somam o risco de nuvem baixa ao fim da tarde e o trânsito de regresso à noite.
  5. Leva os óculos contigo desde casa. Não contes com a organização nem com o supermercado local a três dias do evento.
  6. Combina ponto de encontro com o teu grupo antes, porque a rede vai estar congestionada.

Depois desces, entras no recinto e ainda apanhas a noite quase toda. Perdes uma hora de festival e ganhas uma coisa que não se repete em Portugal até 2144.

Onde ficar quando tudo está esgotado

Vou ser direta. Se estás a ler isto agora, chegaste tarde, e o mercado já sabe disso. Muitos alojamentos já estão lotados ou estão a pedir valores exorbitantes. O que ainda podes fazer, por ordem de esforço:

1. Não dormir lá. É a opção mais subestimada. Sai de manhã, vê o eclipse, volta à noite. Conta com trânsito pesado no regresso e estradas secundárias às escuras.

2. Dormir fora da faixa e entrar de carro no dia. Costuma haver disponibilidade onde a totalidade não chega. Escolhe a base a norte, mais perto das Astúrias e da Galiza, e não pelo centro do país.

3. Sair das capitais de província. Há aldeias, casas rurais e parques de campismo que não aparecem nas notícias. Filtra por localidade pequena em vez de cidade. Ver disponibilidade no Booking.com

4. Aceitar os 98% e ficar em Portugal. É de graça, é ao pôr do sol e não vais passar quatro horas num engarrafamento. Não é totalidade e eu não te vou dizer que é.

5. Aluguer de carro é agora ou nunca. Sem carro não chegas aos bons pontos de observação. Preços a subir todos os dias. Comparar preços na DiscoverCars

Duas notas: reserva sempre com cancelamento grátis, porque a meteorologia pode obrigar-te a mudar de zona à última hora e uma hora de carro pode ser a diferença entre céu limpo e nuvem. Ainda, se estás a pensar em voos de última hora, confirma na Skyscanner mas não cries expectativas em relação ao preço.

Se preferes não organizar nada, há observações guiadas e sessões com astrónomos em quase toda a faixa. Vê o que há disponível na GetYourGuide.

Confirmado em julho de 2026.

Um alerta antes de escolheres o teu monte

Agosto é o mês de maior risco de incêndio na Península Ibérica, e este eclipse vai levar muita gente a subir a montes, a parar em caminhos rurais e a encostar em bermas ao fim de uma tarde quente. Vale a pena ter isto presente.

  • Confirma o risco de incêndio antes de sair de casa. Em Portugal, no IPMA. Em Espanha, na proteção civil da comunidade autónoma onde vais estar.
  • Não pares em cima de vegetação seca. Um tubo de escape quente chega. A 12 de agosto vão estar dezenas de milhares de carros a encostar em caminhos rurais à mesma hora.
  • Em dias de risco máximo, o acesso a zonas florestais pode estar condicionado por lei, incluindo áreas protegidas com bons miradouros. Confirma antes de contar com um ponto específico.
  • Não faças lume de espécie nenhuma e não deixes lixo nem vidro. Parece óbvio e todos os anos não é.
  • Tem um plano B a uma hora de distância. Serve para tempo nublado, mas também para nuvens de fumo 

E há uma coisa própria deste eclipse: o Sol vai estar a poucos graus do horizonte, ou seja, vais olhar através da camada mais baixa e mais carregada da atmosfera. Fumo de um incêndio a duzentos quilómetros pode estragar a observação num sítio onde não ardeu nada.

Óculos de observação de eclipse com certificação ISO 12312-2 na mão.
©Jason Howell / Unsplash

Como ver o eclipse solar em segurança

Com 92% a 99% do Sol tapado, continua a haver radiação suficiente para queimar a retina em segundos, sem dor nenhuma no momento. E ass lesões podem ser permanentes. Por isso, todos os cuidados de proteção são poucos.

O que funciona:

  • Óculos de eclipse com certificação ISO 12312-2. Vendem-se em óticas, farmácias e centros de ciência, e a ZEISS está a distribuir óculos gratuitos em vários pontos do país no âmbito do programa nacional. Trata disto esta semana, não na véspera.
  • Verificar sempre a certificação e o estado das lentes. Óculos riscados, furados ou dobrados vão para o lixo.
  • Filtro solar próprio à frente da objetiva se usares máquina, telescópio ou binóculos.
  • Projeção indireta com um cartão furado, que é o método mais seguro de todos e o melhor para crianças.

O que não funciona:

  • Óculos de sol, mesmo os bons e mesmo empilhados.
  • Vidros fumados, radiografias, negativos, CDs.
  • A câmara do telemóvel como filtro. Não protege os teus olhos e ainda pode danificar o sensor.
  • Olhar “só um segundo”.

A regra que mais gente vai falhar: só é seguro tirar os óculos durante a totalidade. Em Portugal, isso significa 25,6 segundos, numa estrada de Montesinho, com pulseira. Em todo o resto do país, os óculos não saem em momento nenhum.

Se levares crianças, decide isto antes de sair de casa e não durante. E fica alerta.

Para quem surfa

Vais ver o eclipse e, já agora, surfar? Aqui vão os principais spots dentro ou junto à faixa de totalidade:
– Astúrias: Salinas, Rodiles, San Lorenzo (Gijón), Playa de Vega. É a zona onde o surf e a totalidade se sobrepõem melhor.
– Cantábria: Somo e Liencres, com Santander dentro da faixa.
– Galiza: a zona de Ferrol e da Corunha, com Pantín como referência.
– Alto Minho, se vais a Paredes de Coura: Moledo, Vila Praia de Âncora, Forte do Cão e Afife estão todos a cerca de meia hora do festival.
O teu instinto vai dizer para estares dentro de água na hora do eclipse, mas o meu conselho é o contrário. Com o Sol a poucos graus do horizonte e óculos certificados obrigatórios durante toda a fase parcial, dentro de água não olhas em condições, não tens filtros e ainda ficas com o horizonte cortado pela ondulação.

Confirmado em julho de 2026.

Vinte e cinco segundos e meio. É isso que Portugal esperou 114 anos para ter, e é isso que vai acontecer numa estrada estreita entre duas aldeias de Trás-os-Montes.

Se não estiveres lá, não faz mal. Vais estar numa praia, ou num miradouro, ou à porta de casa com uns óculos de cartão na mão, a ver a luz mudar de uma maneira que não vais conseguir explicar a ninguém que não estava contigo.

E tu, onde vais ver o eclipse?


Notas de viagem

Duração ideal · 3 a 4 dias, de 10 a 13 de agosto. Chegar na véspera é arriscado por causa do trânsito.

Melhor zona para ficar · Astúrias, pela duração e pela costa, aceitando o risco de nuvens. Baleares e Galiza como alternativas. Castela e Leão continua boa no papel, mas confirma a situação da zona antes de reservar por causa dos incêndios.

Como chegar · carro é quase obrigatório. Do Porto, a faixa fica a duas a três horas. De Lisboa, conta cinco a seis horas. Comboio só te leva às cidades grandes e depois ficas preso.

Custos médios · com preços a subir até 85% em algumas zonas, conta pelo menos o dobro do habitual em alojamento na noite de 12 de agosto. Ficar em Portugal vai ficar mais em conta.

O que vestir · camadas. Durante a fase mais profunda a temperatura desce vários graus de repente. Leva um casaco leve, mesmo que estejas na praia com 28 graus à tarde.

O que levar · óculos ISO 12312-2 e um par extra, água, comida, powerbank, e paciência para enfrentar o trânsito.

Conectividade · em Espanha e na Islândia o roaming europeu funciona normalmente. Na Gronelândia não, e aí um eSIM da Holafly resolve. Conta com redes congestionadas nos pontos de observação.

Seguro de viagem · para Espanha, o cartão europeu de saúde chega para o básico, mas eu levo sempre seguro Heymondo quando conduzo longas distâncias e vou parar a sítios remotos.

Dica final · escolhe o teu ponto de observação com um dia de antecedência e vai lá vê-lo à mesma hora na véspera. Vais perceber, com o Sol na mesma altura, se aquele monte que parecia inofensivo te tapa exatamente o que vieste ver.

Verificado em julho, 2026.

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