Last Updated on 10/05/2026 by Marlene Marques
O convite chegou ao pequeno-almoço: “Queres ir passear no rio? Posso levar-te até lá”, disse Afis, o nosso anfitrião em Watu Karung.
O mar tinha subido de tamanho durante a noite e eu decidi manter-me fora de água. O plano para o dia era passear pela vila, tirar umas fotos, aproveitar a praia, por isso, um passeio no rio pareceu-me um ótimo plano.
“Eu levo-te lá de moto. O barco são 17.000 rúpias”. 1,20€, mais coisa, menos coisa. Estou nessa!
Do surfcamp até ao rio foram apenas 5 minutos de viagem. Sentei-me atrás do Afis como uma verdadeira europeia. Isto porque muitas das mulheres por aqui sentam-se de lado, como as damas antigas faziam quando montavam a cavalo. Um ato de pudor, de reserva numa ilha onde perto de 90% da população é muçulmana.
Chegados ao local logo percebi que ninguém falava inglês, ou apenas conheciam uma ou duas palavras. Começaram logo a rir por verem uma turista, mulher, sozinha, a querer fazer a viagem.

Afis trocou dois dedos de conversa e informou-me que o mínimo para fazer a viagem eram duas pessoas, por isso, se queria ir teria que pagar dois bilhetes. Compreendo a imposição, uma vez que se vão gastar combustível e tempo têm que fazer render a viagem.
Loucura… paguei o equivalente a 2€, até porque me fizeram um desconto.
Rio de Watu Karung, aqui vou eu!
O rio era magnífico! Rodeado de vegetação, com o pequeno bote a trilhar caminho pelas águas calmas. E eu toda contente, encantada com a paisagem e a dar bom uso à máquina fotográfica.






Mas qual o meu espanto quando o meu jovem comandante começa a encaminhar o barco para fora do rio e mar a dentro… já vos disse que tinha optado por não surfar naquele dia porque o mar tinha subido?!
“Mas para onde é que ele me está a levar?”, pensava eu, à medida que guardava a máquina para não apanhar a água que me atingia com o barco a galgar as ondas.
Abrandou o barco junto das formações rochosas que já tinha visto da praia e que de perto eram ainda mais bonitas. “Foto?… Foto?”, perguntou-me. Ah, bom, já entendi. A viagem até ali fazia parte do tour. Mas bem que eu podia ter escolhido um dia mais calmo de mar, porque, entre o agarrar-me ao assento e a rezar aos santinhos para que a máquina não apanhasse água, podia ter apreciado mais o momento.



Foto tirada, regressámos de novo à calmaria do rio de Watu Karung e quando pensei que estávamos a regressar à doca, seguimos caminho rio acima até onde o barco não conseguia passar mais.
“Banho… banho…”… banho? Como assim? O jovem comandante, através do pouco inglês que falava e muitos sinais, lá me disse que era possível tomar banho e nadar no rio. Prendeu o barco e segui-o por um caminho pela margem até ao local ideal para me enfiar dentro da água mais doce e fresca que senti desde que tinha chegado à Indonésia.






De regresso ao cais, a viagem pelo rio tinha sido perfeita!
Espreite aqui o pequeno vídeo que consegui fazer sem molhar a câmara.

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Marlene, que paisagens fantásticas! Agora fiquei com uma vontade gigante de voar para esses lados! 😉
Olá, Miguel! Ainda bem que gostaste do post. A Indonésia é mesmo um local incrível e nunca me deixa de surpreender! Nos próximos tempos vou colocar outros posts, por isso podes já começar a marcar viagem! 😉
Ahhh Marlene parece-me tão bem 🙂 adoro passeios de barco, é uma forma diferente de ver o Mundo.
Este foi maravilhoso! Mas confesso que temi o pior quando começámos a entrar no mar… pelo menos para a minha máquina fotográfica 😉