Este artigo é uma parceria com a get, de quem sou embaixadora. Se usares o meu código no checkout, tens 10% de desconto e eu recebo uma pequena comissão, sem custo extra para ti. O que aqui está sobre eSIM aprendi-o a viajar. O que digo sobre o produto é o que eu diria de qualquer maneira.
Aterrei em San Salvador já de noite. O aeroporto meio vazio, as lojas todas fechadas, e eu com um telemóvel que servia para tirar fotografias e mais nada. Não havia onde comprar um cartão SIM àquela hora, e a morada do alojamento estava guardada num email que eu não conseguia abrir. Só sabia a zona. Não tinha dados, nem mapa, nem forma de avisar ninguém.
Demorei quase duas horas a chegar lá.
Foi essa noite que me convenceu a resolver isto antes de sair de casa. Hoje, quando me perguntam como funciona o eSIM, é essa história que me vem sempre à cabeça. A explicação técnica também vem, mas depois.
Ando a viajar há tempo suficiente para conhecer as várias versões deste problema. O SIM local comprado à pressa num balcão de aeroporto. A semana inteira à procura de wifi em cafés. A fatura que chega no mês seguinte com um valor que não bate certo com nada. O eSIM resolve isto, e resolve de uma forma que eu, ao início, achei que ia ser bem mais complicada do que é.
O que é um eSIM, sem tecnicismos
O eSIM é um cartão SIM que já vem instalado dentro do telemóvel. Não se compra numa loja, não se corta ao tamanho certo, não se perde dentro da mochila.
O que compras é um perfil digital. Um ficheiro, basicamente. Instalas esse perfil no telemóvel e ele passa a ter uma segunda linha, só de dados, ligada a uma rede local do país onde vais estar.
O teu cartão de sempre fica onde está. Podes deixá-lo ligado para receber chamadas, ou desligar-lhe os dados e usar só o eSIM — que é o que eu faço, para não ter surpresas.
Como funciona o eSIM na prática: três passos
Esta é a parte que assusta as pessoas. Na realidade?… demora menos tempo do que fazer o check-in online.
1. Comprar
Escolhes o destino, escolhes quantos gigas queres e por quantos dias. Pagas. Recebes o perfil por email ou diretamente na aplicação.
Os pacotes costumam ir de três dias, que chegam para uma escala longa, até dois meses para uma viagem a sério.
2. Instalar
Fazes isto em casa, com wifi, antes de sair. É o passo que mais gente deixa para depois e é precisamente o que não se pode deixar para depois: para instalar um eSIM precisas de internet, e se estás a instalá-lo é porque não a tens.
A instalação faz-se pela aplicação, em poucos toques, ou manualmente com um código QR e as instruções que te chegam por email. Demora dois minutos.
3. Ativar
À chegada, ligas os dados em roaming na linha do eSIM. É este o passo que toda a gente esquece, incluindo eu, e depois anda cinco minutos a achar que o serviço não funciona.
Ligaste o roaming no eSIM? Já está. O telemóvel apanha a rede local e, a partir daí, é como estar em casa.

A get, o eSIM de viagens da NOS
A get é um eSIM 100% digital, powered by NOS, com dados móveis em mais de 150 países. Funciona com qualquer operador — não precisas de ser cliente NOS para a usar.
Há três formas de comprar, e é aqui que vale a pena pensar antes de clicar:
- Por país, quando vais a um sítio só e ficas por lá
- Por região, para quando a viagem atravessa fronteiras: Europa, América do Norte, América Latina
- Global, para os itinerários que passam por continentes diferentes
A compra, a instalação e a ativação fazem-se todas na aplicação da get, que também te mostra quanto já gastaste e quanto te falta. Tem suporte 24 horas por dia. A velocidade vai até 5G, consoante as redes locais disponíveis no sítio onde estás, e isso muda muito de país para país.
Os preços também mudam conforme o destino, os gigas e os dias, e estão todos à vista no site antes de pagares.
O meu código: MARLENEMARQUES. Coloca-o no checkout, no site da get, e tens desconto na tua compra.
Ao usares o meu código pagas menos e eu recebo uma pequena comissão, que ajuda a manter este blog.
O que um eSIM não faz
Esta é a parte que quase ninguém escreve e que evita chatices.
Não faz chamadas nem envia SMS. É só dados. Continuas a falar pelas aplicações de mensagens que já usas, com o teu número de sempre.
Não funciona em todos os telemóveis. A maioria dos modelos lançados nos últimos anos suporta eSIM, mas convém confirmar antes de comprar. Vais às definições da rede móvel e vês se te aparece a opção de adicionar um plano digital. Se aparecer, estás safo.
Não se instala sem internet. Já disse isto e volto a dizer, porque é o erro mais comum.
Os dados acabam. Quando o pacote termina, termina. Compras outro, se precisares, mas não há aviso a piscar antes disso. É para isso que serve olhar para a aplicação de vez em quando.
A velocidade depende da rede local. Um eSIM liga-te à infraestrutura que existe no país. Se a cobertura ali é fraca, é fraca para toda a gente.
Quando é que compensa mesmo
Dentro da União Europeia, o teu tarifário português já funciona como se estivesses em Portugal.
Fora da UE, já é outra conversa. É em Marrocos, na Tailândia, no Sri Lanka, em El Salvador, que a fatura do roaming se torna uma coisa que dá vontade de não abrir. E é também onde comprar um cartão local significa perder a primeira manhã numa loja, com fotocópia do passaporte, um formulário e uma conversa em que ninguém percebe bem o que a outra pessoa está a dizer, em vez de estar na rua a ver o sítio onde acabaste de aterrar.
Depois há o caso das escalas longas. Seis horas num aeroporto de que não conheces nada, com net pública sujeita a riscos de segurança. Com um pacote de três dias comprado por poucos euros, tudo é diferente. Sair para ver a cidade, em vez de ficar sentado na porta de embarque, é uma decisão que se toma com o telemóvel ligado.
E há as viagens que atravessam países. Uma ida à América Central pode passar por três ou quatro fronteiras em duas semanas, e trocar de cartão em cada uma delas é trabalho a mais para o que se ganha. É aí que um plano regional faz sentido.
E porque não simplesmente ficar à espera do wifi do alojamento?… Porque o wifi do alojamento aparece depois de encontrares o alojamento. É essa a ordem das coisas, e foi exatamente isso que me correu mal em San Salvador.
Confirma se o telemóvel aceita eSIM
Antes de comprares o que quer que seja, confirma. Leva-te menos de um minuto e evita um reembolso.
Vais às definições, procuras a secção da rede móvel e vês se existe a opção de adicionar um plano ou um cartão digital. Se existir, o telemóvel é compatível. Há também um código que podes marcar no teclado do telefone para ver o número EID do aparelho: se ele aparecer, tens eSIM.
Uma nota que interessa a quem compra telemóvel fora da Europa ou em segunda mão: alguns modelos vendidos noutros mercados vêm com o eSIM bloqueado ou simplesmente não o têm, mesmo sendo o mesmo modelo que cá é compatível. Vale a pena verificar no próprio aparelho e não pela ficha técnica que encontras online.
Desde 2024 que comecei a usar eSIM. Nunca mais larguei.
Agora tu: já aderiste ao eSIM ou ainda compras um cartão local quando chegas ao teu destino?
