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Observação de baleias nos Açores: Em busca dos gigantes na ilha do Pico

Observação de baleias nos Açores, na Ilha do Pico
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A observação de baleias nos Açores esteve sempre na minha lista de desejos. Desde a primeira vez que pisei aquele arquipélago português, sempre tentei ir ver de perto os gigantes do mar, mas, ou porque não tinha vaga ou porque as condições do mar não o permitiam, a experiência foi sempre adiada. Até à minha visita à ilha do Pico.

Da caça à observação de baleias nos Açores

É curiosa a relação entre os açoreanos e as baleias que cruzam as águas dos Açores.

No início do século XIX foram registadas as primeiras expedições baleeiras nestas ilhas portuguesas, realizadas por empresas americanas. Na altura, esta era uma indústria muito grande, uma vez que as baleias eram caçadas para obter o seu óleo, o qual era usado para a iluminação, bem como para a produção de sabão.

Os baleeiros americanos passaram o seu conhecimento sobre este tipo de pesca para os açoreanos, os quais viram nesta atividade uma forma de subsistência.

Assim, no século XX, a atividade baleeira atingiu o seu auge nos Açores e, entre 1920 e 1960, a caça das baleias tornou-se numa indústria muito importante nesta região, com empresas baleeiras de vários países, como os Estados Unidos ou a Noruega, a estabelecerem base nas ilhas.

No entanto, esta atividade entrou em declínio na segunda metade do século XX, devido à diminuição das populações de baleias na região e à mudanças nas políticas de proteção ambiental.

A última caça às baleias no Açores aconteceu em 1987, altura em que Portugal proibiu oficialmente a caça comercial de baleias nas suas águas territoriais.

Desde então, os cetáceos parecem ter voltado às águas dos Açores e a observação de baleias tornou-se numa das grandes atividades turísticas da região. As baleias continuam assim a contribuir para a sustentabilidade económica dos açoreanos, mas hoje de uma forma bem mais positiva para todos.

Ao encontro das baleias

Foi isto que me levou a Lajes do Pico. Ir ao encontro da história destes ilhéus e dos gigantes que desde sempre e para sempre vão povoar estas águas.

Existem várias empresas turísticas a realizar viagens para observação de baleias, mas decidi ir por uma das mais antigas e com melhor reputação: o Espaço Talassa.

As instalações junto ao porto de pesca chamam logo a atenção. Um pequeno edifício que cruza o azul e branco que lembra as antigas casas de praia com o negro da pedra vulcânica, tão típica das ilhas açoreanas. Já para não falar de um pequeno rabo de baleia que se destaca na parede, não deixando margem sobre a atividade desta casa.

A visita começa à hora marcada com um briefing sobre o que vamos fazer, o que vamos tentar ver e todas as recomendações de segurança. Afinal, vamos para alto-mar a bordo de uma embarcação em condições de mar que poderão não ser as mais calmas.


ENJOAR A BORDO

Tome as devidas precauções!

Se for como eu é bem possível que enjoe quando se aventura a bordo de um  barco. Mas não deixe que isso o impeça de fazer o que quer.
Estas são as medidas que costumo tomar quando vou em aventuras aquáticas:
– Escolha um local está ver no barco
– Mantenha-se na posição vertical e tente olhar o mais possível para o horizonte
– Evite ler ou olhar para dispositivos eletrónicos (ex. Telemóvel)
– Mantenha-se hidratado
– Tenha uma alimentação leve
– Tome medicamentos para o enjoo e/ou use as pulseiras para o enjoo


Após o briefing de segurança, o grupo segue para a doca, a fim de embarcar num semi-rígido que nos leva ao encontro das baleias. Mas estas não são fáceis de encontrar.

A viagem tem uma duração de três horas e durante esse tempo, a tripulação está sempre em contacto com um look-out nas Lajes que vasculha o horizonte pelos mamíferos. O membros do Espaço Talassa recorrem ainda a hidrofones para conseguir detetá-los.

Todos fazem os possíveis para o avistamento, mas nunca está descartada a hipótese que o mesmo não aconteça. Afinal, estamos a lidar com animais no seu estado mais puro e nós é que somos os convidados.

Na minha viagem, já depois de vermos várias comunidades de golfinhos e quando já estamos a ficar sem esperança de vermos as baleias, eis que a equipa recebe por rádio a notícia da presença de baleias. Logo, o barco desloca-se a alta velocidade para ir ao encontro das coordenadas indicadas. E eis que os gigantes aparecem.

Observação de baleias nos Açores na Ilha do Pico

Todos (ou pelo menos eu) temos uma ideia de que as baleias podem ser vistas com bastante facilidade. Mas, na realidade, o vislumbre que temos delas é apenas quando vêm à tona respirar. Pouco depois mergulham e podem passar 20 minutos até voltarem a imergir num local totalmente diferente. É uma caça de gato-rato, mas, mesmo assim, vale bem a pena. A imagem que temos daquele animal, a maneira como se move e atira o ar pelo respirador, é inspirador, faz bater forte o coração e faz-nos sentir pequenos e, ao mesmo tempo, fascinados com o mundo em que vivemos.

Observação de Baleias nos Açores

Depois da observação de baleias

De volta a terra é tempo de fazer o debriefing da viagem. O nosso tour líder passa em revista todos os animais que tivemos a oportunidade de ver. É também altura de visitar o Museu dos Baleeiros, mesmo ao lado. O bilhete para o Espaço Talassa dá acesso gratuito ao museu e é uma ótima oportunidade de conhecer melhor o passado da ilha.

Este espaço é constituído por três antigas casas de botes baleeiros do século XIX, que albergam cinco núcleos museológicos que contam a história dos baleeiros açorianos, das embarcações que utilizavam e dos perigos que enfrentavam em terra e no mar com esta atividade.

Felizmente, os dias da caça às baleias já terminaram e hoje os operadores de turismo locais assumem o compromisso de preservar e promover práticas sustentáveis, como o respeito das distâncias mínimas de aproximação aos animais e a utilização de embarcações com baixo impacto ambiental. Seguindo essas medidas, estão a garantir que a observação de baleias seja uma experiência responsável e não prejudicial, nem para os animais, nem para os seus habitats.

Além de que, ao presenciarmos estes magníficos animais no seu ambiente natural, somos lembrados da beleza e fragilidade dos oceanos e da necessidade urgente de protegê-los.

INFORMAÇÃO ÚTIL

COMO CHEGAR AO PICO

Pode chegar à Ilha do Pico:

– Por avião: Voe diretamente para o Aeroporto do Pico (PIX) a partir de Lisboa e do Porto. Também há voos disponíveis a partir de outras ilhas dos Açores, como São Miguel e Terceira. 

– Por ferry: A partir de São Miguel, Faial e Terceira, utilizando a Atlânticoline. Os ferries atracam no porto principal da Ilha do Pico na Madalena. É recomendável verificar os horários e fazer as reservas com antecedência.

COMO CIRCULAR

A melhor forma de circular no Pico é alugando um carro, o que lhe permite uma maior flexibilidade e autonomia para explorar a ilha ao seu próprio ritmo.

Pode também utilizar táxis (pode encontrá-los no aeroporto ou em pontos-chave na ilha) ou autocarros, embora o serviço destes últimos seja bastante limitado.

Existe ainda a possibilidade de visitar os principais pontos turísticos através de excursões ou passeios organizados.

ONDE FICAR

Aldeia da Fonte Hotel (Lajes do Pico): Alojamento que se divide entre o mar e a montanha, com vistas deslumbrantes, acomodações confortáveis e uma atmosfera tranquila. Nem falta uma antiga torre utilizada para a observação de baleias.

Apartamentos Basalto (Madalena): Próximo do aeroporto, é o alojamento perfeito para descobrir a Madalena. É também um bom ponto de partida para explorar o resto da ilha.


Observação de Baleias nos Açores
Experimente a emoção da observação de baleias nos Açores. É uma aventura fascinante que não vai querer perder na ilha do Pico.
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Marlene On The Move

Marlene Marques

Marlene é a criadora do Marlene On The Move. Jornalista de profissão, criou o blog para partilhar as suas aventuras pelo Mundo. Não é raro partir à descoberta de novos países e culturas com a prancha de surf como bagagem.

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