Last Updated on 07/05/2026 by Marlene Marques
Dores nas costas, pernas doridas, mas a cabeça cheia de novas ideias e com o futuro na mira. É assim que muitas das 71 mil pessoas que estiveram no Web Summit 2022 terminaram os quatro dias de feira. Foi assim que, pelo menos eu, me senti.
O Web Summit, a maior cimeira tecnológica do mundo, voltou a Portugal num evento cara a cara, depois de algumas edições totalmente virtuais devido à pandemia.
Eu estive lá para perceber as maiores tendências e como elas podem nos afetar ao nível das viagens, do ambiente ou na forma como produzimos e interagimos com conteúdos digitais.

Porquê o Web Summit?
Este é um blog dedicado às viagens e sei que está por aqui, a ler este artigo, porque, possivelmente, gosta de viajar. Então, “mas o que raio é que as viagens têm a ver com o Web Summit?”, estará a perguntar… na realidade, mais do que pensa.
Levante a mão se usa a internet para pesquisar os voos mais baratos…
Levante a mão se usa o Waze ou o Google Maps para se orientar…
Levante a mão se usa a app do Booking.com para procurar os melhores hóteis onde ficar…
Levante a mão se já fez online uma visita virtual a um museu ou a um monumento…
Bem, acho que percebe onde quero chegar.
A verdade é que a tecnologia está cada vez mais presente na nossa vida como viajantes e até mesmo nos locais que visitamos. Ainda recentemente, na minha viagem a El Salvador, vi várias lojas, até bem modestas, com letreiros a dizer que aceitam Bitcoins.
No Web Summit fala-se da evolução da tecnologia e para onde caminhamos. E quem não gosta de estar a par das últimas novidades?
As novidades de 2022
Na realidade, daquilo que pude assistir do Web Summit — sim, porque é impossível ver tudo —, não posso dizer que houve uma ou outra novidade que nunca tinha visto ou ouvido falar. Para mim, este Web Summit foi um cimentar de conceitos que me são ainda tão desconhecidos, mas que o mundo parece já abraçar e ter como normais.
Tokens, NFT’s, criptomoedas… AI, VR, Metaverse, Web3…
A comunidade assume um papel importantíssimo no mundo virtual, quando, na verdade, às vezes parece despercebida no mundo real. A tecnologia quer-se humanizada e as experiências online cada vez mais personalizadas.
Por outro lado, fiquei contente de saber que esse mesmo mundo real, aquele onde “realmente” vivemos, não é completamente obliterado pelo online.
Uma das novidades desta edição foi um conjunto de talks num palco chamado “Book Summit”, onde foi debatido o valor do livro impresso vs o e-book e como eles co-existem; ou a abordagem do storytelling no papel ou no online.
Por outro lado, no palco Panda Conf, concluiu-se que, no que diz respeito ao e-commerce, os clientes procuram uma experiência de compra unificada. Eles querem conectar-se quer offline como online.

Os melhores oradores
Um dos maiores benefícios do Web Summit é que podemos ver e ouvir alguns dos melhores oradores ligados à área tecnológica, mas não só. Sobem ao palco especialistas em marketing, social media, cinema, televisão ou música, etc, etc.
Este ano, os políticos também assumiram um papel principal, com a subida ao Center Stage da primeira-dama da Ucrânia, bem como o vice-primeiro-ministro daquele país, fruto do infeliz conflito com a Rússia.
Aqui ficam alguns dos oradores que mais gostei de ouvir e uns quantos soundbites que fazem pensar:
- Neil Patel (Neil Patel Digital): “Precisa de fazer sobressair o seu marketing”.
- Neal Petersen (No Barriers): “Sabemos tão pouco sobre os nossos oceanos. Se não podemos tomar conta deste planeta, que vida podemos ter? Vamos concentrar-nos na Mãe Terra”.
- Gail Arnon (Fiverr): “A comunidade é a nova força motriz. Fale com a sua comunidade e eles responder-lhe-ão”.
- Eva Longoria (Eva Longoria Foundation): “O que acontece no mundo afecta-nos a todos e temos de começar a pensar como uma comunidade”.
- Naomi Gleit (Meta): “O Metaverso não vai substituir o facto de estarmos juntos pessoalmente”.
- Noam Chomsky: “Por vezes, realizações de engenharia podem contribuir para a ciência. Mas a ciência tem uma preocupação diferente”.





Um showcase dos países
Como referi anteriormente, o Web Summit reuniu em Lisboa mais de 70 mil participantes oriundos dos quatro cantos do planeta e essa diversidade geográfica viu-se também nos stands da cimeira.
Grã-Bretanha, Espanha, Qatar, Egito, Brasil… são vários os países que se assumem como um lugar para a incubação de startups ou como o destino ideal para empresas a operar na área tecnológica.
Next: Web Summit Rio!
E falando em países, o Brasil esteve em destaque na edição deste ano, não só porque esteve representado pelo maior número de sempre de participantes, como será o país-anfitrião do próximo evento… Bem-vindos ao Web Summit Rio!
O Web Summit realizar-se-á em Portugal no final do ano, mas em março de 2023 invade a cidade carioca.






Diga-me nos comentários: gostou de saber mais sobre o Web Summit 2022? Qual a sua relação com a tecnologia e como a usa nas suas viagens?
Adorava saber a sua opinião!
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