Last Updated on 10/05/2026 by Marlene Marques
“Este é o futuro de Marrocos”, oiço na carrinha que me transporta ao chegar a Tânger. Um caminho de 1h30 liga Tétouan àquela que é uma das maiores cidades portuárias de Marrocos e já começo a ver grandes sinais de modernidade.
O comboio e a comprida linha férrea, o trânsito intenso, os camiões na estrada, as grandes cadeias hoteleiras, a Marina que anuncia a construção de um grande empreendimento. “Se este é o futuro de Marrocos, eu quero ficar presa no passado!”, penso para comigo.
Porém, há mais em Tânger do que nos apercebemos à primeira vista.
Modernidade cruza tradição nas ruas de Tânger
Estava na cidade apenas por meio dia, com voo de regresso a Portugal marcado para as 5 da manhã do dia seguinte. De longe tinha tempo para visitar tudo o que esta cidade do norte de Marrocos tem para oferecer.
Depois das malas largadas no hotel, já na medina, comecei a cruzar as ruas cheias de lojas que me iam levar até ao Kasbah.

De novo o olhar encheu-se de peles, tecidos, souvenirs que conquistam todos aqueles que visitam a cidade, principalmente os que cruzam o estreito vindo do continente europeu em busca do charme marroquino.
Chegada à fortaleza, pela entrada de Bab Haha, a vista é tudo aquilo que significa Tânger: uma varanda para o porto, porta de entrada para o continente africano. Do outro lado das águas do Estreito de Gibraltar, Espanha espreita. Dois países antigos que cruzaram história algures no tempo.

Sigo rumo a uma das esplanadas mais badaladas da cidade: o Cafe Hafa. Seguindo a linha do mar, encontro entretanto outro ponto de paragem: os túmulos fenícios.
À primeira vista é apenas um aglomerado de pedras, com buracos escavados, mas sei bem que o seu valor histórico é enorme. Apesar disso, poucos são os que ali vão para ver os túmulos. Este é, de facto, um dos locais procurados pelos locais para apreciar o final de tarde, com os olhos postos no mar.

“Chá de menta, por favor”
O Cafe Hafa fica a poucos metros dos túmulos fenícios e depressa entendo porque é afamado. É o local perfeito para descontrair sozinho ou com amigos.
O estabelecimento estende-se por patamares numa encosta junto ao mar e os vários pisos enchem-se de mesas e cadeiras, com os funcionários a correr escada acima-escada abaixo com infinitos copos de chá verde.

Por aqui, homens e mulheres misturam-se nas mesas. Vemos grupos a partilharem conversa e risos. A segregação de sexo em espaços públicos que encontramos tantas vezes em locais de natureza muçulmana, passa aqui despercebida.
Porém, é engraçado, mas nesta viagem pelo norte de Marrocos, tendo passado também por Fez, Chefchaouen e Tétouan, foi em Tânger que vi pela primeira vez mulheres de burka… é mesmo uma terra onde as culturas se encontram e convivem sem pudor.Volto para a medina, desta vez em busca do Grand Socco (Grande Souk).

A Praça 9 du Avril 1947 — como oficialmente se chama — é um dos locais mais centrais da cidade e aqui podemos encontrar a Mesquita Sidi Bou Abib, os Jardins de La Mendoubia, o Cinema Rif e a porta de entrada da medina Bab Fass.

Sinto que apenas estou a tocar ao de leve os vários pontos turísticos de Tânger, quando, infelizmente, é tempo de voltar para o hotel. Até lá, passo pelo Instituto de Legação Americana de Tânger.
Este edifício tem um significado especial, uma vez que Marrocos foi o primeiro país a reconhecer os Estados Unidos como nação independente, em 1777, e este foi o primeiro imóvel americano no estrangeiro. Infelizmente, não houve tempo para visitar o museu. Talvez numa próxima viagem.

Foram quatro dias intensos pelo norte de Marrocos e acabei a um passo de casa, tão pertinho de Portugal.
São muitos os que torcem o nariz a Tânger, eu mesma terei feito isso quando comecei a entrar na cidade, vinda de um Marrocos mais tradicional. Mas esta cidade é mesmo o futuro e ninguém pára o futuro! Aceitamos, mas sem nunca perder de vista a história que nos levou onde estamos hoje. Assim é Tânger.

Locais a não perder em Tânger
- Kasbah e a vista para o porto e para o continente europeu
- Túmulos fenícios
- Cafe Hafa
- Grande Socco
- Instituto de Legação Americana de Tânger e o museu
- Túmulo de Ibn Battuta (não cheguei a ir, mas este é o último lugar de descanso de Ibn Battuta, o maior viajante do séc. XIV — maior que Marco Polo!)
TOME NOTA!

Dormir / Jantar
Palais Zahia & Spa
Este hotel é super requintado e é um ótimo ponto de partida para descobrir a medina, já que tem uma localização privilegiada. O atrium e os quartos têm decoração marroquina, como não podia deixar de ser, e o menu do restaurante é bastante variado. O staff é muito simpático e, inclusivamente, arranjaram um pequeno-almoço para poder levar, uma vez que fiz o check-out às 5 am. Não deixe de subir ao terraço para uma vista sobre Tânger.
E você? Já foi alguma vez a Tânger? O que achou da cidade? Nunca lá esteve, mas ficou com curiosidade? Partilhe a sua opinião na caixa de comentários.
Conhecer Tânger


“Viajei a convite do Turismo de Marrocos para conhecer algumas das principais cidades do norte do país. Porém, todas as descrições e opiniões relatadas neste artigo são independentes e resultado da minha experiência.”
Marlene Marques
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